Um ciclo vicioso
O grande problema é o dinheiro mal aplicado que se traduz numa grande despesa, quer em submarinos, quer em prémios milionários para gestores, quer em subsídios para quem não quer trabalhar. Já para o que é realmente preciso (saúde, educação, indústria…) não há verbas, muito embora tenhamos altíssimos impostos!
O ideal seria focalizar o gasto onde este é realmente preciso, como acontece em alguns países nórdicos como a Suécia, que embora tenha uma taxa de impostos bastante elevada, tem um sistema de saúde que funciona e um dos melhores sistemas de ensino europeus. O pior é que para isso seria necessário descobrir para onde vai o dinheiro dos impostos (ou para quem vai!).
João Dias
terça-feira, abril 27, 2010 | | 3 Comments
Os 73 euros que cada um de nós vai dar à Grécia.
Estes 770 milhões, traduzidos para miúdos, significam que cada Português irá "emprestar" 73 euros ao país da região das Balcãs. Se tiver filhos, por exemplo, no jardim de infância, eles também irão emprestar dinheiro aos gregos.
É importante referir de que forma este empréstimo afectará a economia nacional. Estaremos a piorar o já elevado défice em 0.5 pontos percentuais, que após o empréstimo rondará os 8.8%. Por esta altura, deve estar a perguntar a si mesmo porque razão somos obrigados a conceder o dinheiro a um país que sempre nos deu tristezas? Por que razão não nos recusamos, pura e simplesmente?
Pois bem, a razão é simples: fazemos parte da União Europeia. Não gosto de enveredar pela política nos meus textos, mas seria uma tolice não fazer esta pequena observação. Há partidos que defendem a saída de Portugal da União Europeia. Parece uma boa solução, não parece? Pois. Mas há que ver os dois lados da questão. Quem já tiver mais primaveras, lembra-se com certeza do estado em que Portugal estava antes de ingressar na UE. Não havia dinheiro para estradas decentes sequer. Era horrível. Eu sei isto pois fiz investigação junto de pessoas que viveram isto na pele. Tudo mudou quando passámos a receber os fundos provenientes da UE. Somos hoje um país desenvolvido, graças a esse capital que nos permitiu desenvolver e apostar nas infra-estruturas em prol de um país melhor. E continuamos a receber esses dinheiros, que nos permitem continuar a desenvolver o que de bom (e, infelizmente, de mau) há no nosso país. Portanto, seria um disparate abandonar a União Europeia. No meu ponto de vista, claro.
Obrigado por ler o texto! Se tiver um comentário a fazer a este post ou se simplesmente quiser deixar a sua opinião relativamente a este assunto, escreva um comentário. Boa semana!
Júlio Almeida
quarta-feira, abril 14, 2010 | | 3 Comments
A questão das SCUT
Certamente poder-se-ia argumentar que não seria justo a quem não utiliza estas auto-estradas estar a pagá-las através do dinheiro dos impostos, já que somos um país capitalista, mas um facto é que mesmo havendo portagens os impostos não descem, e que esses contribuintes continuarão a pagar o mesmo. A única diferença é que quem as utiliza passará a pagar ainda mais.
Por isso uma sugestão para os políticos deste país: Se querem falar em justiça nesta questão por favor desçam os impostos quando forem colocadas portagens nas actuais SCUT, já que não é justo a quem não as utiliza estar a pagar uma parte, nem a quem as utiliza estar a pagar essa parte dobrar.
João Dias
quarta-feira, abril 14, 2010 | | 0 Comments
Corrupção e hipocrisia
Este pacote de medidas incluía uma proposta de criminalização da corrupção, que certamente não serviria aos interesses de alguns dos senhores que governam este país, mas que agora se fazem de hipócritas e tentam tapar os olhos aos portugueses, depois de termos assistido a inúmeros escândalos de corrupção. A mim parece-me que caminhamos lentamente para a situação em que está a Itália nos dias de hoje, já que o país é dirigido única e exclusivamente para servir os interesses de alguns, mas espero estar enganado.
João Dias
terça-feira, março 30, 2010 | | 0 Comments
O Desemprego, esse bicho de sete cabeças.
É impossível encontrar hoje em dia um português que nunca tenha visto, no telejornal, uma qualquer notícia relacionada com o desemprego. São fábricas a fechar, pequenos comerciantes que não conseguem competir com as grandes superfícies, etc. Isto leva a que o povo diga coisas como "A vida está difícil" e "Hoje em dia não há emprego para ninguém"... mas será que é mesmo assim?
A verdade é que há muito mais emprego por aí do que as pessoas pensam. Imaginem que estão desempregados e têm uma família para sustentar. Aceitariam qualquer emprego, certo? Pois... Mas o problema é que muita gente não faz isso. Preferem viver com o subsídio de desemprego... e quando a validade deste acaba, arranjam um emprego "temporário" para serem despedidos pouco tempo depois, e voltarem a receber o dito subsídio. Não seria melhor apostar num plano de estabilidade a longo prazo (não confundir com o PEC. Hei de desenvolver este tema num post futuro) num determinado emprego, trabalhando com afinco para subir a cargos cada vez superiores (que obviamente implicam melhores ordenados) para evitar a sobreendividação da família?
Nesta altura poderão estar a pensar... então e os recém licenciados que não conseguem arranjar emprego? Pois bem. Estamos no século XXI, e as empresas valorizam cada vez mais os mestrados, devido à enorme competitividade laboral que existe. Claro que é possível trabalhar com uma licenciatura, mas é pouco provável que a pessoa X, recém-licenciada em, por exemplo, Ciência Política, consiga arranjar um emprego dentro da sua área. Não estou a dizer que as pessoas não devam perseguir os seus sonhos e tirarem cursos de que gostem... Mas convém que esses cursos tenham um nível de empregabilidade decente.
Comentem e deixem as vossas opiniões!
Júlio Almeida
terça-feira, março 30, 2010 | | 1 Comments
O turismo como fonte de dinheiro
Este fim-de-semana desloquei-me à capital para ver o meu Benfica. Foi uma oportunidade bastante interessante de contactar com o centro económico do nosso país. Fiquei bastante impressionado com a quantidade de turistas, principalmente espanhóis, que se encontravam por lá. Se é necessário arranjar dinheiro em algum lado, porque não investir (muito, muito mais) no turismo? É certo e sabido lá fora que cá em Portugal temos monumentos e lugares dignos de visitar que os estrangeiros adoram. Em vez de comprarmos submarinos, devíamos era usar esse dinheiro para reabilitar museus.
Olhando para Este, um grupo privado Chinês acaba de pagar 1,49 biliões de euros pela Volvo. É caso para dizer que a economia deste país está a crescer a um ritmo alucinante, uma vez que os seus empresários se estão a expandir para todos os cantos do mundo. Faz lembrar a época dos descobrimentos portugueses. Que é feito dessa mentalidade?
Júlio Almeida
domingo, março 28, 2010 | | 2 Comments
Em ano de eleições: Duplica-se!
João Dias
domingo, março 28, 2010 | | 0 Comments
Eleições no PSD
Qual a vossa opinião acerca desta eleição?
João Dias
sábado, março 27, 2010 | | 0 Comments
Aulas(?) de substituição
A ministra da educação lançou ontem o debate à alteração do estatuto do aluno (algo que aplaudo), mas eu pergunto-me – Porque é que não faz o mesmo em relação às aulas de substituição?
Já lá vão uns anos que começou este calvário e, desde então, não me lembro de uma única aula de substituição (e tive muitas) que tenha sido realmente útil, já que todas foram passadas a jogar cartas, no computador ou a fazer uma ficha dada pela escola(no caso da disciplina de Ed. física) que nada tem a ver com os conteúdos a serem leccionados. Na maior parte das vezes o professor que “dirige” a aula nem sequer é professor da mesma disciplina do docente que não compareceu… Porque é que se há-de prejudicar os alunos com uma aula que para nada serve?
Na minha opinião estas aulas deviam acabar ou, em alternativa, serem leccionadas como uma aula normal, por um professor da disciplina, mas gostava de saber a vossa opinião acerca deste tema.
João Dias
sexta-feira, março 26, 2010 | | 3 Comments
O cantinho frágil da Europa
Todos nós sabemos que o nosso país não é nenhuma potência económica mundial. Muito pelo contrário…
Se os Estados Unidos tossem, nós ficamos logo constipados. Foi o que se viu na recente crise global, que está quase a acabar, por sinal. Hoje, na União Europeia, pior que nós só mesmo a Grécia. Mas a nossa situação actual não se deve somente à crise global. A mentalidade conservadora da nossa sociedade e, consequentemente, dos nossos políticos, levou a que fossem tomadas decisões incrivelmente erradas e comprometedoras desde há muitas, muitas décadas.
É verdade que o nosso país não tem as infra-estruturas nem recursos para se afirmar mais no mercado mundial… mas mais sobre isto num próximo post. Fica a introdução a este tópico, estejam à vontade para deixar as vossas opiniões nos comentários.
Júlio Almeida
quinta-feira, março 25, 2010 | | 5 Comments
Greve...fixe?!
Questiono-me onde estaria a justiça no ensino se não houvessem exames, havendo estudantes espalhados pelo país a serem avaliados sabe-se lá como, sem qualquer modelo de educação a seguir.
João Dias
quinta-feira, março 25, 2010 | | 0 Comments
Trabalho extra...
Uma coisa que me frustra neste país é o ensino e muitas vezes a atribuição das classificações aos estudantes.
Na escola que frequento (E. S. Alves Martins) qualquer aluno que ambicione obter a classificação de 20 à disciplina de Matemática terá que elaborar um trabalho extra e ainda um teste sobre esse mesmo trabalho que realizou, e só terá a nota que supostamente merece se esse trabalho lhe correr pelo melhor.
Qual a razão desta injustiça? Por que é que não se há-de fazer um trabalho para qualquer outra classificação? Porquê a facilidade de atribuir um 7 muitas vezes com notas inferiores a 4 nos testes e a dificuldade em atribuir notas superiores?
Ficam as perguntas no ar, caso queiram dar a vossa opinião, comentando.
João Dias
quinta-feira, março 25, 2010 | | 4 Comments
Quem somos?
Avisos
Por favor, sigam as regras da boa educação, especialmente se está protegido pelo anonimato porque, caso notemos um abuso no uso deste, deixará de ser possível opinar sem assinar os comentários.