Corrupção e hipocrisia

Em 2006 João Cravinho apresentou um "pacote anti-corrupção" no parlamento, sendo este rejeitado pelo seu próprio grupo parlamentar (PS). Hoje esse mesmo senhor será ouvido na comissão parlamentar da corrupção e eu pergunto-me: porquê só agora? O que tornaria este pacote inválido à 4 anos atrás?

Este pacote de medidas incluía uma proposta de criminalização da corrupção, que certamente não serviria aos interesses de alguns dos senhores que governam este país, mas que agora se fazem de hipócritas e tentam tapar os olhos aos portugueses, depois de termos assistido a inúmeros escândalos de corrupção. A mim parece-me que caminhamos lentamente para a situação em que está a Itália nos dias de hoje, já que o país é dirigido única e exclusivamente para servir os interesses de alguns, mas espero estar enganado.

João Dias

O Desemprego, esse bicho de sete cabeças.

É impossível encontrar hoje em dia um português que nunca tenha visto, no telejornal, uma qualquer notícia relacionada com o desemprego. São fábricas a fechar, pequenos comerciantes que não conseguem competir com as grandes superfícies, etc. Isto leva a que o povo diga coisas como "A vida está difícil" e "Hoje em dia não há emprego para ninguém"... mas será que é mesmo assim?

A verdade é que há muito mais emprego por aí do que as pessoas pensam. Imaginem que estão desempregados e têm uma família para sustentar. Aceitariam qualquer emprego, certo? Pois... Mas o problema é que muita gente não faz isso. Preferem viver com o subsídio de desemprego... e quando a validade deste acaba, arranjam um emprego "temporário" para serem despedidos pouco tempo depois, e voltarem a receber o dito subsídio. Não seria melhor apostar num plano de estabilidade a longo prazo (não confundir com o PEC. Hei de desenvolver este tema num post futuro) num determinado emprego, trabalhando com afinco para subir a cargos cada vez superiores (que obviamente implicam melhores ordenados) para evitar a sobreendividação da família?

Nesta altura poderão estar a pensar... então e os recém licenciados que não conseguem arranjar emprego? Pois bem. Estamos no século XXI, e as empresas valorizam cada vez mais os mestrados, devido à enorme competitividade laboral que existe. Claro que é possível trabalhar com uma licenciatura, mas é pouco provável que a pessoa X, recém-licenciada em, por exemplo, Ciência Política, consiga arranjar um emprego dentro da sua área. Não estou a dizer que as pessoas não devam perseguir os seus sonhos e tirarem cursos de que gostem... Mas convém que esses cursos tenham um nível de empregabilidade decente.

Comentem e deixem as vossas opiniões!

Júlio Almeida

O turismo como fonte de dinheiro

Este fim-de-semana desloquei-me à capital para ver o meu Benfica. Foi uma oportunidade bastante interessante de contactar com o centro económico do nosso país. Fiquei bastante impressionado com a quantidade de turistas, principalmente espanhóis, que se encontravam por lá. Se é necessário arranjar dinheiro em algum lado, porque não investir (muito, muito mais) no turismo? É certo e sabido lá fora que cá em Portugal temos monumentos e lugares dignos de visitar que os estrangeiros adoram. Em vez de comprarmos submarinos, devíamos era usar esse dinheiro para reabilitar museus.

Olhando para Este, um grupo privado Chinês acaba de pagar 1,49 biliões de euros pela Volvo. É caso para dizer que a economia deste país está a crescer a um ritmo alucinante, uma vez que os seus empresários se estão a expandir para todos os cantos do mundo. Faz lembrar a época dos descobrimentos portugueses. Que é feito dessa mentalidade?


Júlio Almeida

Em ano de eleições: Duplica-se!

Não me pude deixar de surpreender com uma notícia do Público Online que informa que o estado duplicou a oferta de emprego, no sector público, em 2009, relativamente a 2008 (quase 25000, face aos 9361 anunciados em 2008). Não tenho nada contra a criação de emprego pelo estado, mas uma subida para mais do dobro? Considero ser algo estranho sobretudo porque coincide com um ano de eleições. Acham correcto este tipo de acções com o único objectivo de "ganhar" votos? Fica a pergunta.

João Dias

Eleições no PSD

Sem grande surpresa Pedro Passos Coelho foi eleito como novo presidente do PSD, algo que me agrada pessoalmente pois parece-me um indivíduo capaz de fazer forte oposição a este governo que parece não acertar uma... Mas o tempo dirá se foi uma escolha acertada ou não.
Qual a vossa opinião acerca desta eleição?

João Dias

Aulas(?) de substituição

A ministra da educação lançou ontem o debate à alteração do estatuto do aluno (algo que aplaudo), mas eu pergunto-me – Porque é que não faz o mesmo em relação às aulas de substituição?

Já lá vão uns anos que começou este calvário e, desde então, não me lembro de uma única aula de substituição (e tive muitas) que tenha sido realmente útil, já que todas foram passadas a jogar cartas, no computador ou a fazer uma ficha dada pela escola(no caso da disciplina de Ed. física) que nada tem a ver com os conteúdos a serem leccionados. Na maior parte das vezes o professor que “dirige” a aula nem sequer é professor da mesma disciplina do docente que não compareceu… Porque é que se há-de prejudicar os alunos com uma aula que para nada serve?

Na minha opinião estas aulas deviam acabar ou, em alternativa, serem leccionadas como uma aula normal, por um professor da disciplina, mas gostava de saber a vossa opinião acerca deste tema.

João Dias

O cantinho frágil da Europa

Todos nós sabemos que o nosso país não é nenhuma potência económica mundial. Muito pelo contrário…

Se os Estados Unidos tossem, nós ficamos logo constipados. Foi o que se viu na recente crise global, que está quase a acabar, por sinal. Hoje, na União Europeia, pior que nós só mesmo a Grécia. Mas a nossa situação actual não se deve somente à crise global. A mentalidade conservadora da nossa sociedade e, consequentemente, dos nossos políticos, levou a que fossem tomadas decisões incrivelmente erradas e comprometedoras desde há muitas, muitas décadas.

É verdade que o nosso país não tem as infra-estruturas nem recursos para se afirmar mais no mercado mundial… mas mais sobre isto num próximo post. Fica a introdução a este tópico, estejam à vontade para deixar as vossas opiniões nos comentários.

Júlio Almeida

Greve...fixe?!

No passado dia 24 de Março houve uma greve dos alunos, mas, ainda assim, fui à escola para saber quais eram as “nossas” exigências e então peço um panfleto a um dos manifestantes mais expressivos que mo dá e diz simplesmente: “Faz greve, é fixe!” – Entretanto leio o panfleto e tal como numa greve anterior não posso deixar de reparar numa das exigências, escrita a maiúsculas – “NÃO AOS EXAMES” – e questiono-me se esta exigência fará algum sentido, já que muitos dos nossos pais lutaram e fizeram greves, há alguns anos atrás, para que acontecesse o oposto.
Questiono-me onde estaria a justiça no ensino se não houvessem exames, havendo estudantes espalhados pelo país a serem avaliados sabe-se lá como, sem qualquer modelo de educação a seguir.

João Dias

Trabalho extra...

Uma coisa que me frustra neste país é o ensino e muitas vezes a atribuição das classificações aos estudantes.

Na escola que frequento (E. S. Alves Martins) qualquer aluno que ambicione obter a classificação de 20 à disciplina de Matemática terá que elaborar um trabalho extra e ainda um teste sobre esse mesmo trabalho que realizou, e só terá a nota que supostamente merece se esse trabalho lhe correr pelo melhor.

Qual a razão desta injustiça? Por que é que não se há-de fazer um trabalho para qualquer outra classificação? Porquê a facilidade de atribuir um 7 muitas vezes com notas inferiores a 4 nos testes e a dificuldade em atribuir notas superiores?

Ficam as perguntas no ar, caso queiram dar a vossa opinião, comentando.

João Dias

Avisos

Por favor, sigam as regras da boa educação, especialmente se está protegido pelo anonimato porque, caso notemos um abuso no uso deste, deixará de ser possível opinar sem assinar os comentários.