O Desemprego, esse bicho de sete cabeças.

É impossível encontrar hoje em dia um português que nunca tenha visto, no telejornal, uma qualquer notícia relacionada com o desemprego. São fábricas a fechar, pequenos comerciantes que não conseguem competir com as grandes superfícies, etc. Isto leva a que o povo diga coisas como "A vida está difícil" e "Hoje em dia não há emprego para ninguém"... mas será que é mesmo assim?

A verdade é que há muito mais emprego por aí do que as pessoas pensam. Imaginem que estão desempregados e têm uma família para sustentar. Aceitariam qualquer emprego, certo? Pois... Mas o problema é que muita gente não faz isso. Preferem viver com o subsídio de desemprego... e quando a validade deste acaba, arranjam um emprego "temporário" para serem despedidos pouco tempo depois, e voltarem a receber o dito subsídio. Não seria melhor apostar num plano de estabilidade a longo prazo (não confundir com o PEC. Hei de desenvolver este tema num post futuro) num determinado emprego, trabalhando com afinco para subir a cargos cada vez superiores (que obviamente implicam melhores ordenados) para evitar a sobreendividação da família?

Nesta altura poderão estar a pensar... então e os recém licenciados que não conseguem arranjar emprego? Pois bem. Estamos no século XXI, e as empresas valorizam cada vez mais os mestrados, devido à enorme competitividade laboral que existe. Claro que é possível trabalhar com uma licenciatura, mas é pouco provável que a pessoa X, recém-licenciada em, por exemplo, Ciência Política, consiga arranjar um emprego dentro da sua área. Não estou a dizer que as pessoas não devam perseguir os seus sonhos e tirarem cursos de que gostem... Mas convém que esses cursos tenham um nível de empregabilidade decente.

Comentem e deixem as vossas opiniões!

Júlio Almeida

1 comentários:

MB disse...

Haverá assim tanta oferta de empregos? O que me parece haver é ofensas de emprego, ou seja trabalhos muito mal remunerados e com horarios fora do normal. Uma pessoa que trabalhe de seg a sexta das 9 às 18 e outra que trabalhe por turnos que vao ate as 24h e sem fins de semana tem condições e remunerações diferentes?
Quando estamos bem nao ligamos muito a isso, mas como é possivel construir familias e gerir horarios de escolas quando os pais trabalham nestas condiçoes.
A mim parece-me haver muito proveito dos patroes pela chamada "crise" para abusarem das pessoas.
Criem boas ofertas de emprego.

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